Tudo me faz lembrar 🍃

Quando penso em felicidade

Lembro do seu sorriso

Quando penso em companhia

Lembro das nossas conversas

Quando penso em saudade

Lembro da nossa distância

Quando penso em aventura

Lembro das suas histórias

Quando penso em futuro

Lembro que eu queria ter um contigo

Quando penso em amor

Lembro do seu nome

Quando penso que não devo pensar

Lembro de você

Tudo me faz lembrar você!

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Feriado que valeu a pena

Passei os últimos dias distante da internet e do meu cantinho. Estava precisando respirar, sabe? Viajei com a minha família para o interior de São Paulo, 57 km depois de Ribeirão Preto.

Aproveitei para colocar algumas coisas em questão, como a importância que damos às pessoas que gostamos. Vivemos tão ocupados no nosso mundinho complicado, e esquecemos de mandar um oi para quem está longe.

Quem sabe ela (e) não está precisando de uma simples conversa, ou de dar um pouco de risada sobre um assunto sem muita importância. Sem querer, faremos um bem danado para eles, e consequentemente para nós também.

Outra coisa que eu percebi é que não importa o quão distante podemos estar de quem amamos, do lado ou a 400 km, nosso coração não consegue se desvincular. Para muitos isso é possível, ainda mais em um feriado de carnaval, onde a maioria sai para “curtir” a vida. Para mim não foi possível. Muito pelo contrário, acho que eu percebi que os meus sentimentos são mais sólidos do que eu pensava.

Além disso, me recordei tanto da minha infância. Já postei um texto falando sobre a minha avó, que faleceu em 2016. As pessoas que moram nesta cidade que eu fui são sobrinhos dela, e foi tão bom sentir como se estivesse mais pertinho. Sempre que eu ia lá quando criança, era com ela. De certa forma, um pouco dela ficou naquele lugar, e uma parte do meu coração também.

Sabe, uma das melhores coisas da vida é poder respirar no meio de uma tempestade. Olhar para o céu, para as estrelas, e ver como estamos cercados de coisas maravilhosas. Lembrar de coisas que já se passaram, mas que estão vivas em nosso coração, nos faz perceber que viver vale a pena.

Vale a pena ter do que recordar, com quem sorrir e principalmente ter quem amar, independente das dificuldades que possam surgir.

Gosto

Gosto 

Do som da sua risada

Do jeito que fala

Do seu jeito sem jeito.

 

Gosto

Dos assuntos mais bobos

Da interação mais simples

Das confissões mais secretas.

 

Gosto 

De quando se preocupa

De quando me ocupa

De quando está aqui.

 

Gosto

De tudo

De cada detalhe

De cada pedacinho que forma você.

 

Gosto 

Tanto que chega a doer

Chega a me enlouquecer

Essa saudade de você.

 

Gosto

Ainda gosto de você

PH

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Esperança

Esperança é uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos relacionados com eventos e circunstâncias da vida pessoal. A esperança requer uma certa perseverança — i.e., acreditar que algo é possível mesmo quando há indicações do contrário.” (Definição encontrada em um site de busca)

Na palavra ESPERANÇA, as 6 primeiras letras formam outra palavra: ESPERA. Quem espera que alguma coisa aconteça, tem esperança. É redundante, porém significativo (pelo menos para mim). 

Certas situações podem parecer o fim para nós. Talvez não exista nenhum indício de que tudo volte ao seu devido lugar. E quando esse fim chega, pode ser de rasgar o coração. Mas em alguns momentos, o fim pode significar o começo. 

Claro que nem tudo tem conserto. A gente sabe que algumas coisas terminam para outras começarem, a vida é assim. Mas quando ainda há um fio de esperança, uma chance de dar certo, não podemos desistir. 
Não desistir significa, muitas vezes, esperar. E olha, que palavra complicada… É tão difícil esperar quando queremos a solução para hoje, não é? É tão difícil acreditar quando não temos nenhuma força. Mas ainda sim, se o coração diz para não desistir, siga-o. 
Acredito que coisas improváveis acontecem para que possamos viver aquilo que está reservado para nós. Eu acredito que mesmo tudo dando muito errado, pode começar a dar muito certo.  Esperança para mim é você enxergar uma luz, mesmo que tudo fique escuro aos seus olhos.  
Eu tenho esperanças de que tudo volte a ser como antes, e melhor do que antes. Eu  estou esperando por isso! 
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– E para você, o que é esperança?

Ainda é tempo

Tenho aprendido com o tempo

Que tudo tem o seu tempo de acontecer

Desde os maiores sorrisos

Até a dor que não passa ao amanhecer.

 

Tenho aprendido com o tempo

A olhar para mim e procurar melhorar

A ver os meus defeitos e me policiar

E que todo dia é uma chance de mudar.

 

Tenho aprendido com o tempo

Que algumas coisas não vão embora

Elas só ficam guardadas, afastadas

E voltam no seu momento.

 

Tenho aprendido com o tempo

Que não da para arrancar um sentimento

Nem forçar o esquecimento

Se ainda amamos, ainda é tempo.

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“Já dei tempo ao tempo

mas o tempo não me ajuda

Se tento te esquecer

Só faço te querer…”

02/02

Hoje vou contar para vocês sobre o dia em que eu nasci de novo, mas que perdi alguém muito importante.

São Paulo, 02 de fevereiro de 2008.

Sábado de Carnaval.

Eu sempre fui apaixonada pela praia. Minha família sempre passava as datas comemorativas lá. Mas esse dia foi diferente… Pela primeira vez, eu não queria ir. Estava com uma sensação estranha.

Mas acabamos indo para Peruíbe, Litoral Sul de São Paulo, como de costume. Tinha chamado minha prima Dani para ir comigo, já que éramos próximas. Quando fui buscá-la, acabei chamando o Rafa também (o menino do post Pernalonga).

Antes de sair de casa, ele fez uma coisa que nunca tinha feito antes: deu um beijo e um abraço em seu pai. Mas era de se entender né, passaríamos alguns dias fora. O Vinícius, irmão mais novo da Dani e do Rafa também foi conosco, de 6 anos.

Fomos no mesmo carro com meu pai… minha mãe foi em outro com minhas avós e minha irmã mais nova. Cantamos durante o caminho todo. Todos crianças, praticamente; A Dani tinha 17, Rafa 14, eu tinha 13 e meu irmão Eder 9.

Chegando em Peruíbe almoçamos e descemos para a praia a pé. No caminho, o Rafa foi me zoando porque descobriu o nome do meu primeiro crush (um menino que eu achava bonito, mas nem conversava). Chegamos na praia; minha mãe desceu de carro e chegou no mesmo instante.

Eu era daquelas crianças que chegava na praia e ia para a água. Já fui entrando… enquanto isso, o Rafa estava com o Vinícius na beirada, pois o pequeno estava com medo.

Em um determinado momento, chamei o Rafa pra boiar comigo. A gente soltava o corpo na onda e ela nos levava para frente. Nunca tinha acontecido nada… ele deixou o irmão com a Dani e veio. Demos as mãos, nos jogamos.

E aí, acabou.

Não me lembro de como foi, perdi a consciência. Sei que o mar nos levou a mais ou menos 100 metros de onde estávamos… acordei num susto, como se alguém me trouxesse de volta à vida, e o Rafa estava afundando… eu chamei, gritei, clamei por Deus e ele não voltou.

Quando entramos no mar, não estávamos no fundo… eu não gostava de abusar. Agora, a água quase cobria minha cabeça. Comecei a chamar por socorro e um moço veio até o meu encontro e me colocou em seus ombros. Eu pedi pelo amor de Deus pra ele não deixar meu primo ir embora, mas ele me disse: “se eu voltar lá, morreremos os três”. E então, me levou para a areia.

Quando sai da água estava totalmente atordoada. Me perguntavam onde ele estava, e eu não sabia o que falar. Ele estava no mar, e eu não consegui tirá-lo de lá.

Abre parênteses – enquanto tudo isso estava acontecendo, um homem de branco correu em direção a minha mãe, que viu quando sumimos no mar. Ela gritou por Deus, e logo este homem apareceu e perguntou o que tinha acontecido. Ela contou e ele foi em direção ao mar. Levantou os braços, ergueu uma perna e desapareceu. Foi nesse momento que eu sai do mar. – fecha parênteses.

Vieram bombeiros, surfistas, helicóptero. Todos buscando o Rafa… nada encontraram. E então, já imaginam como foi né?! Delegacia, buscas, telefonemas.

Fui para a casa que estávamos e fiquei esperando por ele. Eu imaginava que talvez ele tivesse conseguido sair e pudesse ter se perdido. Mas não.

O corpo dele foi encontrado por volta das 02:00 da manhã. O acidente ocorreu por volta das 15:30. A pior sensação que tive na minha vida.

O meu irmão do coração morreu de mãos dadas comigo, como sempre esteve durante os 13 primeiros anos da minha vida. Foi muito doloroso, até porque o pai dele não entendia porque eu tinha voltado e ele não. Mas Deus sabe o quanto nós queríamos que ele tivesse voltado.

10 anos depois, e eu ainda fico triste neste dia. Ainda é um dia de luto. É um dia que eu não quero conversar, que gosto de me isolar. Se por um lado, sou grata a Deus porque me deu outra chance de viver, fico triste porque sem ele nunca mais foi a mesma coisa. Eu o amava, e ainda amo.

O que eu penso hoje: não temos todo o tempo do mundo. A gente perde tanto tempo com mágoas, ressentimentos, vivendo sem responsabilidade, sem pensar que numa curva, a vida pode acabar. 

Se ele pudesse me ouvir hoje (e eu sei que não pode), eu diria a mesma coisa de todos os anos: ninguém vai ocupar o seu lugar. Falta um, falta um sorriso, falta um amor. Amor de primo, amor de irmão.

Mas, ele sempre estará vivo nos nossos corações. E se tenho uma certeza é essa: ele está num lugar bom. Era um menino de coração puro. Hoje quando vou pra Peruíbe é pra me sentir mais próxima de Deus, da vida e dele.

Saudades Rafa, eternas saudades.

Mais ou menos

Mais um dia, menos um dia.

Mais uma saudade, menos proximidade.

Mais um desencontro, menos um encontro. 

Mais tempo, menos tempo também. 

Mais um silêncio, menos gritaria. 

Mais agitação, menos calmaria. 

Mais medo, menos coragem.

Mais distância, menos afeto.

Mais uma dor, menos amor. 

Mais de você em mim, menos de mim em você.

 

E como eu estou? 

Estou mais ou menos…